sábado, 20 de julho de 2013

Primeira Ecografia - Notícia Ruim

Quando soube da gravidez de alto risco, corri atrás de um médico que fosse conhecido, e que tivesse boas referencias.
Minha primeira consulta como grávida foi ótima. Recebi meu cartão de pré-natal, que orgulho!
Meu obstetra pediu então que eu fizesse logo a ecografia transvaginal para ver se estava tudo bem com a gravidez, eu estava com exatas 7 semanas.
Já marquei a ecografia para o dia seguinte (14/06/13). Meu marido e eu fomos cedo para a clínica fazer o exame, ansiosos, pois achávamos que veríamos o nosso pontinho branco lá dentro do útero.
Logo no início do exame o médico que fez a ecografia começou a nos mostrar, o útero, os ovários e o saco gestacional, logo depois me disse: " Temos um probleminha, não tem embrião".
Meu mundo caiu, como assim, sem embrião?! O que acontece agora?
Fui ao banheiro e me troquei, quando voltei a sala ele falou: " Sua gravidez não tem embrião, chamamos de anembrionária, você deve procurar o seu médico com urgência, e se ele não puder lhe atender, vá até uma emergência, vc precisa fazer uma curetagem.

Meu Saco Gestacional Vazio:
Laudo:

Presença de saco gestacional, normo-inserido, com forma regular
medindo: 18 mm x 9 mm x 19 mm
Vesícula Vitelinica não vizualizada
Embrião não vizualizado
Hipótese: Gestação anembrionária.

Já saí do consultório totalmente descontrolada, em prantos, o sonho da gravidez tinha acabado ali, o que fazer agora, porque aquilo aconteceu comigo, que injustiça meu Deus.
Foi a maior dor que senti na minha vida, nunca senti nada igual.
Que desespero.
Corri para o meu medico, mas ele só poderia atender na parte da tarde.
Fui para casa e logo peguei o computador, queria entender o que era gravidez anembrionária, pq acontecia, se poderia reverter o quadro, se eu perdesse se poderia engravidar outra vez, quantas dúvidas, e quantas histórias eu encontrei, algumas com finais felizes e outras não.
Fiquei buscando semelhanças com o meu caso, como tamanho do saco gestacional, a quantidade de semanas, e buscava claro os casos de sucesso. Descobri uma hipótese de ovulação tardia, assim faria com que o calculo das semanas de gestação estivessem erradas, e eu estaria de menos tempo, e consequentemente o embrião não teria desenvolvido e seria impossível de ser visto.
Li sobre casos de mães que foram diagnosticas com gravidez anembrionaria e que deveriam fazer a curetagem, mas que se recusaram a fazer e que uma semana depois quando repetiram o exame o embrião estava lá com coraçãozinho batendo e tudo.
Fiquei cheia de esperanças.
Na parte da tarde quando fui ao meu obstetra, já tinha fé que o diagnóstico estava errado.
O Médico muito competente manteve toda a calma, e me explicou o que era essa gravidez, como ocorria, e que não se podia fazer curetagem sem confirmar o diagnostico com novo exame depois de uma semana. Me preparou para ambas as possibilidades, a de aparecer o embrião, ou não.
E foi assim que o sonho da gravidez se tornou minha maior preocupação.

3 comentários:

Tiff@ disse...

Que triste flor, imagino sua dor, espero que consiga curar a dor do coração para renovar suas forças para poder lutar pelo seu sonho^^ beijos boa sorte..

Giuliana disse...

Estou vivendo esse momento agora. Cheguei até seu blog rm uma busca no google. A confirmação desta gestação pra mim foi um baque. Chorei 1 semana, fui condenada pelos meus pais por ter engravidado ( oi?! Sou casada há 14 anos) e qdo recebi a notícia ontem de uma possível gestação anembrionaria entrei em desespero. É um mix de sentimentos. Culpa, desespero, medo. Só Deus

Catarina Beja disse...

Correu bem ou não conseguiu?

Postar um comentário

Você me deixa muito feliz com seu comentário! Bjus***